A síndrome do desfiladeiro torácico é uma doença que causa dores principalmente nos braços, geralmente piores quando a pessoa ergue o braço acima da altura do ombro. Muitos pacientes sentem cansaço e impossibilidade de manter o braço elevado, algumas vezes relatam sensações de choque e formigamento também. Essa doença ocorre devido a compressão dos nervos e/ou dos vasos de sangue na região do pescoço ao redor da clavícula. Essa compressão piora quando o braço é elevado e com isso os sintomas ficam mais intensos. Casos em que há compressão dos vasos sanguíneos existe o risco de trombose e embolia que, quando ocorrem, demandam avaliação médica urgencial.
A maior parte dos pacientes não apresenta razão específica para a doença ocorrer, porém é possível que essa compressão se inicie após acidentes de trânsito ou lesões devido a esforço. Nesses casos, o paciente apresente um trauma nos músculos do pescoço e, quando esses músculos cicatrizam, eles ficam mais espessos e fibrosos, causando a compressão. Alguns pacientes apresentam alterações congênitas das costelas como uma costela cervical ou alterações da primeira costela que favorecem a compressão dos vasos e dos nervos.
Dependendo das estruturas que são comprimidas, dos sintomas e da presença de complicações como a trombose, as opções de tratamento irão variar entre medicação, fisioterapia e cirurgia. Nos pacientes que precisam de cirurgia, ela geralmente é realizada pelo cirurgião torácico e envolve a retirada e descompressão dos nervos e vasos do desfiladeiro torácico, que pode ser realizada por videocirurgia, cirurgia robótica ou cirurgia aberta.
Pacientes com sintomas suspeitos para síndrome do desfiladeiro torácico devem buscar o cirurgião torácico para avaliação, o diagnóstico nem sempre é fácil e muitos pacientes passam por diversos especialistas como ortopedistas e neurologistas até ser cogitada essa hipótese. A avaliação e diagnóstico precoce permite um início de tratamento antes da evolução com complicações e sequelas mais graves.